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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Países emergentes defendem reforma na ONU e no sistema monetário

A Presidenta, DILMA, vem viajando bastante, agora se encontra na China, onde reunida com demais líderes de países emergentes conversam sobre uma possível mudança na ONU onde teriam mais vez e voz nas decisões. Os emergentes criticaram Kadafi, o ditador da Líbia, e agora se posicionam como os BRICS ( Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (South África) no mundo


Reformas no Conselho de Segurança da ONU, no FMI e no Banco Mundial permitiriam que estas instituições fossem "mais efetivas, eficientes e representativas", destacam os BRICS.
Esta fórmula permitiu um consenso entre as posições de Brasil, Índia e África do Sul, que aspiram uma cadeira permanente no Conselho de Segurança, as de Rússia e sobretudo China, pouco favorável a ceder o poder.
Esta foi a terceira reunião de cúpula dos grandes países emergentes. As duas primeiras aconteceram em Ekaterimburgo (Rússia) em 2009 e em Brasília em abril de 2010. A Índia será a anfitriã da quarta, em 2012.
O termo BRIC - criado em 2001 pelo economista do Goldman Sachs Jim O'Neill - ganhou popularidade após a crise mundial que explodiu em 2008.

(fonte: jb.com)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

As dores do crescimento


Aumento da nota de classificação de risco dada ao Brasil pela Fitch, apesar de positivo, contribuirá para valorizar ainda mais o Real, prejudicando a indústria nacional
ão se desenvolve a economia de um país impunemente. A elevação da nota dada ao Brasil pela agência de classificação de risco Fitch Ratings, anunciada nesta segunda-feira (04/04), seria recebida com pulos de alegria por parte do governo alguns anos atrás, como o foi quando o país conquistou o “grau de investimento” da agência em maio de 2008. Desta vez, no entanto, a passagem de BBB- para BBB foi recebida com um sorriso tímido e também preocupado por parte do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Não sem motivo. O governo tem se esforçado, sem sucesso, desde o final do ano passado para deter a valorização do Real. O aumento da nota brasileira pela Fitch contribuirá para uma fortalecimento ainda maior da moeda nacional, prejudicando a indústria do país.

+ Fitch destaca controle fiscal e crescimento brasileiro

Ao comentar o upgrade, Mantega disse tratar-se do “reconhecimento de que a economia brasileira está cada vez mais sólida”, porém, admitiu que a elevação do rating representa um “certo problema”. “A notícia é surpreendentemente boa, especialmente quando se vive um momento de crise fiscal tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, mas ela cobrará um preço no curto prazo: a valorização do Real”, afirma Ernesto Lozardo, professor de economia da FGV-EESP.

O raciocínio é simples. O já palpável aumento da confiança no Brasil, referendado agora por uma agência de classificação de risco como a Fitch, é a chancela para os investidores estrangeiros, especialmente para os milionários fundos de pensão, de que o país é um território seguro para investir, sem risco de calote. O resultado: mais capital estrangeiro entrando no país, tanto para especular como para produzir, e, inevitavelmente, valorização do Real. A atual trajetória de alta da Selic, inevitável para domar a inflação, só piora o cenário, tornando o Brasil ainda mais atraente.

O fortalecimento da moeda nacional, por sua vez, faz com que as importações brasileiras percam competitividade no cenário internacional e aumenta o consumo de produtos importados, que ficam mais baratos. Um golpe duro para a indústria nacional. “Os efeitos negativos para a indústria, principalmente em setores mais frágeis como o têxtil, de calçados e eletroeletrônicos, podem causar o aumento do desemprego”, analisa Lozardo.

Próximos passos

Essa situação não deve ser revertida no curto prazo, muito pelo contrário. Com a melhora da classificação brasileira pela Fitch, a tendência é que outras agências como a Moody’s e a Standard & Poor’s também reavaliem a nota do país, agindo de maneira coordenada, ainda que não simultaneamente. “A conjuntura no Brasil está tão favorável, temos tantas condições de cumprir com nossos compromissos, que nós nos tornamos uma aposta certeira para essas agências”, diz Celso Grisi, professor da FEA-USP.

O governo, que já vinha adiantando que tomaria mais medidas para evitar a alta do Real, terá que agir mais fortemente. “No curto prazo, o governo precisará tomar medidas paliativas, como o aumento da tributação sobre o capital estrangeiro de curto prazo. Uma solução efetiva para o problema, no entanto, só virá no longo prazo, com o estabelecimento de uma política industrial sólida, para equilibrar a demanda com a capacidade produtiva e dar a infraestrutura necessária ao país para absorver o capital estrangeiro. O Brasil investe muito pouco. Enquanto a China investiu 48% do PIB em 2009, aqui foram investidos apenas 16,7%”, afirma Otto Nogami, professor do Insper. O aumento da tributação sobre os bens de consumo importados também é uma das cartas que está na mesa.

Por ora, as medidas tomadas por Brasília não têm surtido o efeito esperado. Nesta segunda, o dólar fechou com queda de 0,19%, cotado a R$ 1,609, o menor valor desde agosto de 2008. No ano, a moeda acumula desvalorização de 3,31%. Para André Sacconato, diretor de pesquisas da consultoria Brasil Investimentos, os esforços, entretanto, estariam, sim, funcionando. “Questionam a valorização do real e a postura do governo. A pergunta a ser feita é: quão desvalorizado estaria o dólar se não fossem essas medidas?”.

Apesar dos poréns, a decisão da Fitch deve ser, sim, comemorada. Ao atrair mais investimentos para o país, o Brasil ganha recursos para se desenvolver e as empresas que estão na bolsa, mais facilidade para se capitalizar. “Grandes fundos de investimentos estão de olho nessas classificações. Cada ponto positivo é notado”, diz Sacconato. Com isso, as empresas brasileiras também ficam habilitadas a conseguir empréstimos a custos mais baixos e, quando pretendem lançar títulos fora do país, encontram um cenário mais favorável, uma vez que passam a ser associadas a um “ambiente econômico de baixo risco”, afirma Sacconato.

Governo Dilma

Se do ponto de vista econômico o aumento da nota brasileira pela Fitch traz boas e más conseqüências, do ponto de vista político ele poderia ser comemorado como um gol de placa pela presidente Dilma Rousseff. A melhoria da classificação é, implicitamente, um voto de confiança a seu governo, que vive sob certa desconfiança do mercado em relação à capacidade de realizar os cortes de despesa necessários para o crescimento sustentável do país. Para Grisi, da FEA-SP, a decisão da Fitch “revela o crédito que a comunidade internacional deu à transição do governo Lula, mais populista, para um governo mais técnico. A nova avaliação soa como um elogio ao governo Dilma”. Resta saber por quanto tempo o mercado irá manter o clima de lua de mel.

Confira a classificação da Fitch para outros países (em ordem decrescente):

Classificação da Fitch
País Rating
Estados Unidos AAA
Espanha AA+
Japão AA
Arábia Saudita AA-
Chile A+
China A+
Estônia A
Polônia A-
África do Sul BBB+
Irlanda BBB+
Brasil BBB
México BBB
Rússia BBB
Tailândia BBB
Bulgária BBB-
Índia BBB-
Indonésia BB+

domingo, 3 de abril de 2011

Jovens de PE criam banco de microcrédito e estimulam economia


Com ajuda do banco, 7 mil pessoas começaram o próprio negócio. Empresários têm o apoio do Sebrae para estudar gestão.

Em Pernambuco, um grupo de jovens criou banco para financiar novos negócios e está estimulando a economia da carente região da Zona da Mata.

Na região, as principais atividades econômicas são a colheita de coco verde e o corte de cana de açúcar, trabalhos de baixa remuneração.

Na cidade de Glória do Goitá, a 46 quilômetros do Recife, poucos dos 27 mil habitantes, têm carteira assinada. Mas a iniciativa da ONG Acreditar mudou a economia da cidade.

Um grupo de jovens arrecadou R$ 10 mil com a venda de rifas e camisetas, e começou a operar um banco de microcrédito. Mais de sete mil pessoas já conseguiram um empréstimo para montar o próprio negócio.

A ONG empresta no máximo R$ 3 mil. O pagamento pode ser feito em oito parcelas, e o juro é de 3,5% sobre o saldo devedor. A taxa de inadimplência é menor que 1% - os clientes sabem que a “ONG Acreditar” precisa receber em dia para liberar novos financiamentos.

“É necessário que você pague na data. Porque se você não paga, não está prejudicando só a Acreditar, tá prejudicando a sua vizinha que quer começar um negócio ou até mesmo o seu filho que pode vir depois começar um empreendimento”, diz Lilian do Prado Silva, gerente executiva da Acreditar.

Em dez anos de operação, a ONG já emprestou um R$ ,15 milhão, e mais de 90% dos negócios nascidos com o empréstimo continuam vivos.

Os empresários têm o apoio do Sebrae para estudar gestão: “o Sebrae disponibilizou diversas capacitações que a própria Acreditar se encarregou de estruturar na região e administrar as capacitações”, diz Flávio Valdez, do Sebrae do Recife.

Casos
Maria de Fátima Costa pediu um financiamento para começar um negócio em casa. Ela vendia mercadorias de porta em porta e pegou um empréstimo de R$ 800 para montar sua lojinha, onde vende panelas, copos, brinquedos e cosméticos. ”
Ela já lucra R$ 250 reais, e vai pegar mais um empréstimo para aumentar a variedade de produtos.

“Penso em comprar uma geladeira, botar picolé, umas coisas... o verão tá quente, e o pessoal procura muito essas coisas”, diz Fátima.

Para o padeiro Geraldo Barbosa, a ONG liberou R$ 1 mil. Com o dinheiro, ele comprou mercadorias e adaptou a garagem de casa para montar a padaria. “Dia após dia o movimento aumenta mais. Comecei com uma grade de 200 pães, agora estou vendendo 400, 500 pães por dia”, comemora.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Registros no SPC sobem 10,23%

Brasília (AE) - A inadimplência do consumidor brasileiro caiu 4,99% em fevereiro ante janeiro deste ano, de acordo com o indicador elaborado pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
Segundo o documento divulgado ontem, a redução do número de devedores no segundo mês do ano decorre da queda no desemprego no início do ano, além do fraco movimento das vendas no período. A CNDL também destaca que fevereiro possui menos dias úteis, o que contribuiu para o resultado. Na comparação com fevereiro do ano passado, o número de registros no SPC aumentou 10,23% em fevereiro de 2011. “O índice nesse patamar sinaliza luz amarela, realmente. O varejo deve aumentar as exigências na hora de vender à prazo”, disse o presidente da CNDL, Roque Pelizzaro Junior.



De acordo com a pesquisa, o forte aumento se deve à fraca base de comparação, uma vez que o início de 2010 ainda era afetado pelos efeitos da crise econômica global, com baixo desempenho da economia. O indicador de vendas no comércio, normalmente divulgado junto com os dados de inadimplência, não aparece no documento divulgado hoje.

Consultas

O número de consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) caiu 0,79% em fevereiro na comparação com janeiro, de acordo com os dados da CNDL. Segundo o documento, a pequena queda pode ser explicada pelo aumento do endividamento dos consumidores no início do ano com gastos escolares e tributos, além do fato de o segundo mês do ano ter menos dias.

Em relação a fevereiro de 2010, no entanto, as consultas ao SPC Brasil aumentaram 6,44%, já que o início do ano passado ainda era marcado pelos efeitos da crise econômica mundial, com menor atividade econômica. Já os cancelamentos de registros caíram 12,41% em fevereiro em relação ao mês imediatamente anterior. Segundo a CNDL, neste período do ano normalmente os consumidores deixam de priorizar o pagamento de dívidas em atraso em função de matrículas escolares e tributos como IPVA e IPTU.

Na comparação com fevereiro de 2010, porém, a quantidade de consumidores que “limparam” o nome aumentou 10,52%. A diminuição dos valores dos endividamentos é um dos fatores que facilita a quitação das dívidas.

Confiança do consumidor volta a cair

São Paulo (AE) - O otimismo dos consumidores quanto ao crescimento da economia brasileira caiu em fevereiro pelo segundo mês consecutivo, chegando ao patamar dos 157 pontos. É o que aponta o Índice Nacional de Confiança (INC), calculado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pelo Instituto Ipsos. O indicador sofreu uma redução de 4 pontos em comparação a janeiro deste ano, quando alcançou 161 pontos, o segundo melhor nível da série histórica da pesquisa, iniciada em abril de 2005. O melhor desempenho do índice foi observado em dezembro do ano passado, quando chegou a 163 pontos. O resultado em fevereiro representa uma alta de 9 pontos sobre o observado no mesmo mês de 2010, que foi de 148 pontos.

O índice de confiança é calculado com base em mil entrevistas realizadas em nove regiões metropolitanas do País e varia de 0 a 200 pontos. Os resultados acima de 100 pontos representam otimismo e abaixo desse valor pessimismo. O desempenho do indicador em fevereiro caiu em todas as regiões do País, com exceção do Sul. O Norte e o Centro-Oeste, que em janeiro estavam em 200 pontos, caíram para 178 pontos, assim como o Sudeste, que passou de 168 para 160 pontos. A região Nordeste, a menos otimista, chegou ao patamar dos 123 pontos, uma queda de 12 pontos em comparação a janeiro. O Sul, por sua vez, registrou alta de 8 pontos no período, atingindo 175 pontos.

Em fevereiro, a classe C apresentou queda substancial na comparação com janeiro no otimismo quanto à economia brasileira, com baixa de nove pontos, chegando a 157 pontos. Ainda assim, essa faixa de renda segue na liderança do otimismo. Os economistas da Associação Comercial justificam a queda do otimismo em consequência ao aumento da taxa de juros para a pessoa física no período. O otimismo das classes A/B permaneceu praticamente estável em fevereiro ante janeiro, que passou de 155 para 156 pontos. Já a confiança das classes D/E teve oscilação negativa de 2 pontos, registrando no mês passado 144 pontos.

O Índice Nacional de Confiança aponta ainda que a maior parte dos brasileiros consultados segue confiante quanto à oferta de emprego no mercado (46%) e tem a intenção de fazer compras neste início de ano, com destaque para os eletrodomésticos (47%).

Inadimplência tornará crédito mais restritivo

Brasília (AE) - O aumento de 10,23% na inadimplência no varejo em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado deve deixar os lojistas mais exigentes na hora de conceder crédito aos consumidores. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pelizzaro Junior. Segundo ele, porém, o aumento dos registros também está relacionado ao crescimento de mais de 11% nas vendas a prazo no natal do ano passado. “Se o crescimento da inadimplência fosse analisado de forma isolada seria muito mais preocupante, mas os registros em fevereiro se devem a compras realizadas em dezembro”, completou.

Diante desse cenário, Pelizzaro prevê que o registros no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em março devem ser menores do que foram em fevereiro. “Março também deve ter vendas maiores, porque tem mais dias. Por outro lado, há o efeito carnaval, que paralisa as vendas do país durante cinco dias”, ponderou. Segundo o dirigente, o crescimento de 6,44% na consultas ao SPC em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2010 indica um aumento nas vendas a prazo no período, parte delas relacionadas com a compra de materiais escolares. Além disso, devidos aos compromissos de início do ano, muitos consumidores preferem ficar com dinheiro no bolso e parcelar suas compras.

terça-feira, 8 de março de 2011

O que são Bolsas de Valores?


As bolsas de valores são instituições administradoras de mercados. No caso brasileiro, a BM&FBOVESPA S/A - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBOVESPA) é a principal bolsa de valores, administrando os mercados de Bolsa e de Balcão Organizado. A diferença entre esses mercados está nas regras de negociação estabelecidas para os ativos registrados em cada um deles. A BM&FBOVESPA também é responsável por administrar o mercado de bolsa de derivativos e de futuros (saiba mais sobre esse assunto na seção "O que é Bolsa de Mercadoria e Futuros").

As bolsas de valores são também os centros de negociação de valores mobiliários, que utilizam sistemas eletrônicos de negociação para efetuar compras e vendas desses valores. No Brasil, atualmente, as bolsas são organizadas sob a forma de sociedade por ações (S/A), reguladas e fiscalizadas pela CVM. As bolsas têm ampla autonomia para exercer seus poderes de auto-regulamentação sobre as corretoras de valores que nela operam. Todas as corretoras são registradas no Banco Central do Brasil e na CVM.

A principal função de uma bolsa de valores é proporcionar um ambiente transparente e líquido, adequado à realização de negócios com valores mobiliários. Somente através das corretoras, os investidores têm acesso aos sistemas de negociação para efetuarem suas transações de compra e venda desses valores.

Após o recente processo de desmutualização das bolsas de valores no Brasil, o direito de transacionar valores mobiliários em uma bolsa foi desvinculado da propriedade de ações. Anteriormente, apenas as corretoras proprietárias de títulos patrimoniais podiam negociar em Bolsa.

As companhias que têm ações negociadas nas bolsas são chamadas companhias "listadas". Para ter ações em bolsas, uma companhia deve ser aberta ou pública, o que não significa que pertença ao governo, e sim que o público em geral detém suas ações. A companhia deve, ainda, atender aos requisitos estabelecidos pela Lei das S.A. (Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976) e pelas instruções da CVM, além de obedecer a uma série de normas e regras estabelecidas pelas próprias bolsas.

No passado, o Brasil chegou a ter nove bolsas de valores, mas atualmente a BM&FBOVESPA é a principal. A BM&FBOVESPA foi criada em maio de 2008 com a integração entre Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), tornando-se a maior bolsa da América Latina, a segunda das Américas e a terceira maior do mundo. Nela são negociados títulos e valores mobiliários, tais como: ações de companhias abertas, títulos privados de renda fixa, derivativos agropecuários (commodities), derivativos financeiros, entre outros valores mobiliários.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Funções das Bolsas de Valores

Os mercados de capitais são mais eficientes em países onde existem bolsas de valores bem estruturadas, transparentes e líquidas. Para que elas desempenhem suas funções, o ambiente de negócios do país tem que ser livre e as regras devem ser claras. Nestes contextos, as bolsas podem beneficiar todos os indivíduos da sociedade e não somente aqueles que detêm ações de companhias abertas. Veja, a seguir, quais são os benefícios gerados pelas bolsas de valores para a economia e a sociedade como um todo:

Levantando capital para negócios - As bolsas de valores fornecem um excelente ambiente para as companhias levantarem capital para expansão de suas atividades através da venda de ações, e outros valores mobiliários, ao público investidor.

Mobilizando poupanças em investimentos - Quando as pessoas investem suas poupanças em ações de companhias abertas, isto leva a uma alocação mais racional dos recursos da economia, porque os recursos - que, de outra forma, poderiam ter sido utilizados no consumo de bens e serviços ou mantidos em contas bancárias - são mobilizados e redirecionados para promover atividades que geram novos negócios, beneficiando vários setores da economia, tais como, agricultura, comércio e indústria, resultando num crescimento econômico mais forte e no aumento do nível de produtividade.

Facilitando o crescimento de companhias - Para uma companhia, as aquisições e/ou fusões de outras empresas são vistas como oportunidades de expansão da linha de produtos, aumento dos canais de distribuição, aumento de sua participação no mercado etc. As bolsas servem como um canal que as companhias utilizam para aumentar seus ativos e seu valor de mercado através da oferta de compra de ações de uma companhia por outra companhia. Esta é a forma mais simples e comum de uma companhia crescer através das aquisições ou fusões. Quando feitas em bolsas, as aquisições e fusões são mais transparentes e permitem uma maior valorização da companhia, pois as informações são mais divulgadas e há uma maior interação dos agentes envolvidos, tanto compradores quanto vendedores.

Redistribuindo a renda - Ao dar a oportunidade para uma grande variedade de pessoas adquirir ações de companhias abertas e, conseqüentemente, de torná-las sócias de negócios lucrativos, o mercado de capitais ajuda a reduzir a desigualdade da distribuição da renda de um país. Ambos os investidores - casuais e profissionais - , através do aumento de preço das ações e da distribuição de dividendos, têm a oportunidade de compartilhar os lucros nos negócios bem sucedidos feitos pelos administradores das companhias.

Aprimorando a Governança Corporativa - A demanda cada vez maior de novos acionistas, as regras cada vez mais rígidas do governo e das bolsas de valores têm levado as companhias a melhorar cada vez mais seus padrões de administração e eficiência. Conseqüentemente, é comum dizer que as companhias abertas são mais bem administradas que as companhias fechadas (companhias cujas ações não são negociadas publicamente e que geralmente pertencem aos fundadores, familiares ou herdeiros ou a um grupo pequeno de investidores). Os princípios de governança corporativa estão, cada vez mais, sendo aceitos e aprimorados.

Criando oportunidades de investimento para pequenos investidores - Diferentemente de outros empreendimentos que necessitam de grandes somas de capital, o investimento em ações é aberto para quaisquer indivíduos, sejam eles grandes ou pequenos investidores. Um pequeno investidor pode adquirir a quantidade de ações que está de acordo com sua capacidade financeira, tornando-se sócio minoritário (mesmo tendo participação percentual ínfima no capital da companhia), sem que tenha que ficar excluído do mercado de capitais apenas por ser pequeno. Desta forma, a bolsa de valores abre a possibilidade de uma fonte de renda adicional para pequenos poupadores.

Atuando como Termômetro da Economia - Na bolsa de valores, os preços das ações oscilam dependendo amplamente das forças do mercado e tendem a acompanhar o ritmo da economia, refletindo seus momentos de retração, estabilidade ou crescimento. Uma recessão, depressão, ou crise financeira pode eventualmente levar a uma queda (ou até mesmo uma quebra) do mercado. Desta forma, o movimento dos preços das ações das companhias e, de forma ampla, os índices de ações são um bom indicador das tendências da economia.



Ajudando no financiamento de projetos sociais - Os governos federal, estadual ou municipal podem contar com as bolsas de valores ao emprestar dinheiro para a iniciativa privada para financiar grandes projetos de infra-estrutura, tais como estradas, portos, saneamento básico ou empreendimentos imobiliários para camadas mais pobres da população. Geralmente, esses tipos de projetos necessitam de grande volume de recursos financeiros, que as empresas ou investidores não teriam condições de levantar sozinhas sem contar com a participação governamental. Os governos, para levantarem recursos, utilizam-se da emissão de títulos públicos. Esses títulos podem ser negociados nas bolsas de valores. O levantamento de recursos privados, por meio da emissão de títulos, elimina a necessidade (pelo menos no curto prazo) dos governos sobretaxarem seus cidadãos e, desta maneira, as bolsas de valores estão ajudando indiretamente no financiamento do desenvolvimento.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Argentina isenta Brasil de limite imposto às importações


Ministros do Brasil e da Argentina se reuniram nesta sexta-feira.
Pimentel disse que decisão da Argentina não causou inquietação ao governo


Os governos de Argentina e Brasil concordaram nesta sexta-feira (18) em realizar um monitoramento conjunto para excluir os produtos brasileiros do limite de importações imposto recentemente pelo governo de Cristina Kirchner a uma dezena de produtos industriais.
"O governo argentino não afetará nenhuma das vendas do Brasil e apenas apontamos a competição desleal de fora" do Mercosul, disse a ministra da Indústria argentina, Débora Giorgi, em coletiva de imprensa junto a seu colega brasileiro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel.
A Argentina acaba de estender o sistema de licenças não automáticas para a regulação de importações a uma dezena de produtos, entre eles automóveis de alto valor, artigos metalúrgicos, eletrônicos de consumo, fiação e tecidos, moldes e matrizes, vidro, bicicletas e peças de bicicletas.
Pimentel admitiu que a medida gerou "inquietação no setor produtivo brasileiro, mas não no governo" de Dilma Rousseff. "É uma decisão soberana da Argentina que nós respeitamos e que não afeta as normas da Organização Mundial de Comércio (OMC)", disse o ministro brasileiro.
Pimentel destacou, no entanto, a decisão de formar "uma comissão de acompanhamento (da aplicação de) licenças não automáticas para que não haja confusões entre ambos os países". "Não há intenção por parte do Brasil de restringir as exportações argentinas", completou.
Giorgi confirmou que o governo argentino também iniciou conversas sobre o tema com o Uruguai, outro de seus sócios no Mercosul.
"Nesta manhã, falei com o ministro (da Indústria, Energia e Mineração do Uruguai, Roberto) Kreimerman e concordamos em nos reunir na semana que vem" para abordar o tema, disse.
A ministra explicou que a nova medida "obedece à necessidade de monitorar o comércio, já que setores locais denunciaram estar sendo afetados pela competição desleal proveniente da extrazona" Mercosul.
Argentina e Brasil registraram uma troca comercial recorde de quase US$ 33 bilhões em 2010 com um déficit para a Argentina de US$ 4,097 bilhões.
fonte:g1.com

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O que é a Taxa SELIC?

É a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC, divulgada pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central. Ela tem vital importância na economia, pois as taxas de juros cobradas pelo mercado são balizadas pela mesma.


Assim, se a taxa anual está em 17% e a inflação do mesmo período foi de 5%, a taxa de juro real anual foi de 12% (a diferença).

A taxa overnight do SELIC, expressa na forma anual, é a taxa média ponderada pelo volume das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e realizadas no SELIC, na forma de operações compromissadas.